Amendoeiras de Outono

Do autor: Adylson Machado

Em tempos de crescente mundialização dos vocábulos, hábitos, costumes, lugares e, sobretudo, das diversas culturas, como transcorrer sobre o inédito, o distinto? As literaturas mundial e brasileira, diante dos novos conceitos de tempo e espaço, adquirem redimensão estética e caminham para a padronização, construindo uma concepção prévia de estereótipos dos personagens, cenários e estilos de linguagem. Amendoeiras de Outono vem, com sua autenticidade, fugir deste enquadramento por muitos hoje cultuado.

Trata-se de romance com trama densa, meticulosamente construída. A obra pode ser analisada por segmentações distintas, permitindo delineamento nas áreas da Psicologia, História, Geografia Física e Sociologia. Histórias que se repetem e caminham paralelas, carregando infortúnios, sucessos e desgraças. Silhuetas bem traçadas, esculpindo tipos comuns em experiências, rememoram personagens históricos descritos por grandes autores da Literatura, sobretudo a Russa. Figuras regionais, nos seus trejeitos e cenas que meandram a sobrevivência humana, universalizam fatos refletidos na contraditória analogia estabelecida através das folhas caducas de uma amendoeira e o percurso de toda uma vida.

Glossário de palavras e expressões

Itapuhy e referências geográficas da época

Algumas referências histórico-geográficas (coluna Prestes, Belo Monte, Monte Alegre e Itapuhy)